‘Cangaço Novo’ aborda temas polêmicos, como a relação do crime com a política

Série faz pensar sobre a visão do Nordeste como símbolo do atraso

Pôster da série 'Cangaço Novo'Pôster da série ‘Cangaço Novo’ Divulgação/Prime Video

É um momento delicado de “Cangaço Novo”. Ubaldo e parte de seu bando se aliam ao grupo político de Leineane, vivida por Hermila Guedes, para ajudá-la a financiar a campanha. A série aposta num niilismo quase total, sugerindo não haver outra opção para alcançar o objetivo de vencer a eleição.

Cena da primeira temporada da série 'Cangaço Novo'
Cena da primeira temporada da série ‘Cangaço Novo’ – Divulgação/Prime Video

A produção levanta uma questão maior, sensível, que é a representação do Nordeste como símbolo do atraso —e ainda por cima “modernizada” por um nativo que foi criado no Sudeste. Toda a ambientação, aliás, reitera uma imagem que, para muitos, é antiga e não dá conta das transformações da região.
Um argumento elementar em resposta às questões aqui levantadas é que se trata de uma ficção e apresenta uma visão, entre outras, da realidade. Só o fato de provocar essas discussões mostra a relevância de “Cangaço Novo”.

Mauricio Stycer é Jornalista e crítico de TV,
autor de “Topa Tudo por Dinheiro”.
É mestre em sociologia pela USP.

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